Fit journey

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camila guper
Camila Guper – foto daqui

Já não sei quando foi que descobri que gostava mais de corpos musculados do que de corpos magros. Embora essa admiração já estivesse latente há vários anos, só no início do verão passado, sensivelmente, é que decidi fazer um plano de treino diferente, mais eficaz e intenso, não para passar horas no ginásio, não para poder comer um croissant no dia seguinte, mas para mudar o meu corpo e moldá-lo para aquilo que defini na minha cabeça. Tudo bem, eu queria ser uma Camila Guper, mas por muito definida que essa ideia esteja na minha cabeça, não me parece que venha a acontecer. Quer porque a minha vida não é feita de desporto desde que acordo até que me deito, quer porque eu não tenho a fisionomia, nem o metabolismo, nem os genes nem, na verdade, nada que seja da Camila Guper.

Então achei que me bastava fazer o básico: seguir o plano de treino e eliminar gorduras e açúcares da alimentação. Isto, a bem dizer, é o básico. Mas o básico não chega para atingir os objetivos que eu quero. Sim, notei bastantes diferenças e sim, senti-me melhor, com mais força e energia. No entanto, à medida que aprendia um pouco sobre o assunto, fui descobrindo que havia ainda muito mais para perceber, como uma espécie de teia de ideias e de conhecimentos.

Neste processo há duas grandes dificuldades: manter o foco e saber discernir as teorias corretas das que não se aplicam a nós. E ainda hoje, um ano depois, muita coisa estudada, perguntada e aprendida (e de tanto ter torturado com perguntas tolas a melhor cunhada do mundo – sim, é a única que tenho, mas em tempos não foi, por isso sei mesmo do que falo!), continuo a ter um mundo fit inteiro por conhecer. Ainda que na maior parte do tempo seja tudo extremamente fascinante, há momentos em que me deixo cair de desespero e só sei dizer: não percebo nada disto!

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Not all dreams do come true

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Há um dia em que decidimos matar alguém em nós. Tomamos uma decisão consciente e bem pensada de eliminar de uma vez por todas aquela pessoa da nossa vida. Para o nosso próprio bem. Bloqueamos qualquer acesso dela a nós, deixamos de falar com ela e fazermos um esforço enorme para parar de pensar nela. A vida continua e ela está do lado de fora, nem mesmo no papel de espectador, porque não há forma nenhuma de testemunhar o que se passa do lado de cá.

Todavia, o subconsciente ganha vontade própria e dá asas à sua imaginação durante a noite. Mesmo quando sabe que está a cometer traição.

Ontem, depois de sonhar em francês (exato, francês! Talvez esteja finalmente a tornar-me bilingue, como sempre quis), sonhei que estava a planear fazer-lhe uma surpresa. Era estúpida, incluía bandeiras e gritos de bom dia e eu já sabia, à partida, o que iria encontrar quando entrasse no quarto dele (que era espetacular: um sótão de madeira clara, com imensa luminosidade, a cama era apenas um colchão no chão com uma cabeceira super gira). Mas fui em frente e encontrei-o com outra outra mulher (sim, não aquela de que eu tenho conhecimento, mas uma terceira, com quem estava a traí-la). Para dizer a verdade, não fiquei zangada nem sequer triste. Ainda assim, ele estava ali deitado, com a cabeça ao nível dos meus pés, indefeso… então peguei nas minhas havaianas novas e bati-lhe. Várias vezes. Na cara.

E foi tão bom e tão libertador!

Tive, então, de fazer as pazes com o meu subconsciente, uma vez que as intenções dele eram as melhores e só queria permitir-me fazer aquilo para que nunca tive coragem: magoá-lo.

Agora já está, obrigada. Podemos voltar a falar francês. Continue reading

Play me

É sexta feira, é verão, é agosto e há sinais de festa por todo o lado. Eis, portanto, uma banda sonora adequada para este início de dia:

It is friday, it is Summer, it is August and everything screams party everywhere, so here’s a great soundtrack to start this day:

A versão towel boy ou…

The towel boy version or…

A versão towel girl.

The towel girl version.

Boy toy

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Seria fácil de pensar que andar com um homem, em vez de com um rapaz, tornaria tudo mais fácil. Seria fácil de pensar que um homem mais velho que já viveu uma grande parte da sua vida saberia mais concretamente aquilo que quer. Seria fácil de pensar que esse mesmo homem, ainda que com uma grande quantidade de bagagem atrás, tais como algumas histórias de corações partidos, uma ex-mulher e tudo o que uma vida normal implica, já teria passado a fase dos joguinhos de poder e de enganar as mulheres de forma a aumentar o seu aparentemente enorme mas, na realidade, minúsculo, ego.

O que não é assim tão fácil de saber é que pior do que um rapaz de hormonas aos saltos é um homem na crise da meia-idade. Também tem as hormonas aos saltos, também é imaturo e incapaz de dizer a verdade – esconde-se por trás da mentira para fugir de qualquer confronto – e é também um mestre dos jogos mentais. Mas engana porque, aparentemente, é um homem.

Como extra, tem armas poderosas, uma vez que conhece um pouco mais sobre mulheres, pelo que descobre rapidamente os seus pontos fracos e usa-os para seu próprio benefício; faz do seu passado um fingido assunto tabu e diz, sem pudores, que já viveu a sua vida, então tudo o que venha agora é um bónus. O que quer dizer que tu, a mulher que estás com ele agora, és um bónus. Não o salário, para o qual tem de trabalhar bem diariamente e que é essencial à sua sobrevivência, mas um bónus, um extra, um presente que nem é assim tão relevante – se não o receber, em vez de ir fazer aquela viagem brutal pela Ásia, limita-se a ir a Roma, a Paris e às Ilhas gregas.

Ok, talvez não esteja a ser cem porcento justa. Andar com um homem deve, e é provável que assim seja, tornar a relação mais fácil, pacífica e feliz. Contudo, andar com uma besta manipuladora, insensível e egocêntrica vai apenas partir o teu coração e fazer-te questionar, quase constantemente, cada qualidade tua.

E a pior parte é que… ele comporta-se com uma criança, mas é demasiado velho para alinhar contigo e para ter a mesma energia que tu. Ainda que apregoe o oposto.

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“Live today, love tomorrow, unite forever”

Tomorrowland (which is an awesome, yet too long name, so I will call it TML from now on) was such a great concept that I was super excited about going there. In fact, even the day before I could barely believe I would actually be there.

What you don’t know is that the realisation of this idea is way more over the top than I could ever possibly imagine.

I knew the concerts would be great, of course, because almost all of the great names would be there: Alesso, Fedde LeGrand, Laidback Luke, Axwell^Ingrosso, Steve Angello, Steve Aoki, Armin van Buuren and, of course, Martin Garrix (let’s not talk about how heart broken I was that Hardwell and Dash Berlin were not there, ok?). But the truth is that TML is way more than 13 hours of non-stop music.

In fact, it is the gathering of people united by that type of music, which is also a great starting point for 5 days of common living. But it is like there is an invisible gate that brings us all to a new dimension when we enter the plane (or the train, or the car) on our way to Boom, and we all become the nicest people of all, leaving all bad feelings and mean thoughts aside. That was what impressed me the most: you wouldn’t be stepped on or pushed without an apology from the person responsible and everyone would talk nicely to everyone (food areas were planned in order to ease and to promote socialisation).

It gets easier when the organisation is almost perfect (well, there were 450k people there from allover the world, so you cannot expect no lines and none smelly scents, but even that they tried to avoid, bu giving us our elixir of life (a scented wax) and by providing freshing points – sponsored by Dove deos – in every toilet), the range of food at our disposal is so wide that you cannot taste it all, there are very good wi-fi zones, the staff is nice and helpful and the camping site is as good as one can get.

All the 16 stages were even more impressive than what you see on TV and on pictures and it is truly amazing to be there, dancing and singing and enjoying one of the best moments in life surrounded by so many people.

The colours, the fireworks, the flashes, the confetti and sprinkles only accentuate that festive spirit that brings you to your happiest self. And no, I was never high and I was never drunk.

I was only infected by music, as their own hashtag says.

If you’re thinking about going there, but the amount of money spent scares you, I can asure you it is a lot of money, but it is money very well spent.

Slow down, rethink, regroup

I’ve been learning with my sister how to react to stress. She puts the right theory into operation, so when something bad happens and life changes her plans, she regroups and decides a new solution. The trick is to calm down, set the goals and decide what is the best way to achieve them.

For someone like me, who usually stresses out and gets paralised, this is not that easy to do, but I have been testifying that she gets things fixed and done way faster than I do.

So here I am, setting new goals for me, outlining projects and finding solutions (sometimes even better than the previous ones) for the problems that arise throughout this whole journey.

Truth being said, when I fix it and everything is ok again, I kind of feel stupid for my first reaction.