Foodamentalisms

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Photo from here

Meet Arna. She is Miss Iceland 2015 and the owner of a very beautiful face and body, even though she is not skinny, even though she has no abs, even though…

During Miss Grand International competition, she was advised to lose weight if she wanted to make it to the podium. She gave up, in order to defend a different beauty pattern.

In a pageant, rules are meant to be followed. You cannot want to win a sushi cooking contest if you are only willing to cook meat. It’s just not for you, and if you don’t agree with the rules, you might as well not even apply to it.

So no problem so far.

Apparently.

The thing is that, as she said, in 2016 beauty still means being skinny, not eating regardless of how unhealthy that is. There is a culture of the body, of the bones, of a too healthy nutrition to be actually healthy, which is based on fundamentalisms and spread by social networks and social media. In result, people get obsessed about what they eat, how much they workout, how skinny or muscled they look, and life becomes nothing more than following an eating plan. Happiness and pleasure aside. It gets worse as nutrition fundamentalists around us, such as the members of this competition’s jury, criticise our choices and give us poorly thought suggestions as skip meals or eat nothing but lettuce.

It takes guts and a strong knowledge about our goals and the standards we want to be governed by to do what Arna did: quit the competition and do what makes her happier at the moment and in the long run.

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Foto daqui

Esta é a Arna, a Miss Islândia 2015 e dona de uma cara e de um corpo lindíssimos, mesmo sem ser magríssima, mesmo sem ter abdominais definidos, mesmo sem…

Durante o concurso Miss Grand International, foi aconselhada a perder peso para conseguir chegar ao pódio. Como consequência, desistiu, para defender um outro padrão de beleza.

Numa competição, as regras são para serem respeitadas. É impossível vencer um concurso de sushi quem se recusa a cozinhar outra coisa que não carne. Não é o concurso adequado e quem não concorda com o regulamento mais vale nem sequer se candidatar.

Tudo bem até agora, portanto.

Aparentemente.

A questão é que, tal como ela disse, em 2016 continua a defender-se que a beleza anda de mãos dadas com a magreza e a fome, independentemente de serem ambas pouco saudáveis. Há toda uma cultura do corpo, dos ossos, de uma alimentação demasiado saudável para chegar a ser saudável, baseada em fundamentalismos e difundida pelas redes sociais e pelos meios de comunicação. Como resultado, as pessoas tornam-se obcecadas com o que comem, com quanto treinam, com a sua imagem magra ou musculada e a vida passa a limitar-se apenas a seguir um plano alimentar. Ignorando a felicidade e o prazer.

Piora mais um pouco quando os fundamentalistas nutricionais à nossa volta, grupo em que se encaixa o júri desta competição, criticam as nossas escolhas e dão-nos sugestões imbecis como saltar refeições ou comer apenas alface.

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